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OFICINA GRATUITA
Com quais fios se tecem paradoxos?
Manto de apresentação aos moldes de
Bispo do Rosário e Manoel de Barros
DATA: 27 de abril de 2012 (sexta-feira)
HORÁRIO: 14h às 18h
LOCAL: Santander Cultural - Sala Leste / Porto Alegre
PÚBLICO: Professores, artistas, estudantes e comunidade em geral
SINOPSE
Experimento com fios de linhas (de fuga), paradoxos, elãs e poesia. A Arte é potencial para produzir espaços de fuga e devires outros. Arthur Bispo do Rosário foi um “louco-artista”. Manoel de Barros sofre de uma doença incurável é “poeta-vagabundo”. E as relações entre imagens e textos não são discursos que se colocam uns sobre os outros, são interconexões que falam de “conversas com”, de conversações, de arte e texto, de maneira que são encontros constitutivos mais do que prescritivos.
Nº de participantes: 20 pessoas
INSCRIÇÃO: Envie uma mensagem solicitando sua inscrição nesta oficina: atelier.eduarte@gmail.com
ATESTADOS: Será fornecido pelo Santander Cultural atestado de participação com carga horária total de 04 horas.
MINISTRANTES:
Daniele Noal Gai - FACED/UFRGS
Wagner Ferraz - INDEPIn / UFRGS / IEACen
APOIO:
Santander Cultural – Porto Alegre
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VII JORNADA SAÚDE E MOVIMENTO
VII JORNADA SAÚDE E MOVIMENTO NOVOS OLHARES SOBRE O CORPO EM MOVIMENTO (Em anexo cartaz)
DIAS 04 E 05 DE MAIO DE 2012 Inscrições Gratuitas! Uma realização da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul – Secretaria Municipal de Esporte e Lazer LOCAL: Centro Esportivo SESI – Rua Ciro de Lavra Pinto, s/n. Bairro Fatima Regina OliveiraCaxias do Sul – RS OBJETIVO: Oportunizar a comunidade em geral o conhecimento teórico e prático de atividades esportivas e de lazer adaptados às diferentes deficiências. 1- PROGRAMAÇÃO: 04 de maio – sexta-feira 8:30 – Cerimônia de Abertura Apresentação do Projeto Lazer em Dança – Alunos da Escola Estadual Especial João Pratavieira. 9h - Curso Teórico Conceito sobre o Modelo Social Sobre a Deficiência Discurso sobre a prática inclusiva e integrada de dança Uso da linguagem e terminologia nas prática corporais integradas/inclusivas Uma visão geral de conhecimento sobre grupos de pratica de dança integradas/inclusivas Estratégias para práticas corporais com grupos e técnicas diferentes Palestrante: Carla Vendramin 12h – Intervalo para almoço 13:30 – Curso Teórico Introdução ao Corpo, Cultura e Deficiência Inclusão da Pessoa com Deficiência Palestrante: Wagner Ferraz 16h – Curso Prático Divisão das turmas em oficinas. OFICINA 01 – TÉCNICAS DE ADAPTAÇÃO EM PRÁTICAS CORPORAIS INTEGRADAS A oficina servirá para que os participantes reflitam e experimentem sobre como realizar praticas corporais diversas com grupos mistos de pessoas com e sem deficiências. Ministrante: Carla Vendramin OFICINA 02 – DINÂMICAS DO MOVIMENTO Oficina baseada no Sistema Laban de Análise do Movimento, a experimentação do gesto, explorando a qualidade expressiva da dança, bem como o corpo dançante, vivenciando o fazer-compor-ver como consciência corporal. Ministrante: Fernanda Andrade OFICINA 03 – IMPROVISAÇÃO – DANCEABILITY Danceability é um método para a dança, movimento e comunicação não-verbal que possibilita a integração de pessoas com e sem deficiências expressando-se artisticamente. Ministrante: Cristian Bernich OFICINA 04 – IMPROVISAÇÃO – USO DE OBJETOS CÊNICOS A oficina explora o uso de objetos cênicos como ferramenta para o trabalho com grupos mistos de pessoas com e sem deficiências. Ministrante: Wagner Ferraz 17:30h – Encerramento do primeiro dia. 05 de maio – sábado 8:30h – Apresentação do Grupo de Danças do INAV – Instituto de Audiovisão. 9h – Curso Prático: continuação das oficinas. 12h – Intervalo para o almoço. 13:30 - Curso Prático: continuação das oficinas. 15h – Encerramento com união de todos os grupos apresentando o trabalho desenvolvido nas oficinas. 17h – Apresentação dos Bailarinos do Projeto Diversos Corpos Dançantes. 17:30h – Encerramento da jornada e entrega de certificados. 2 – CERTIFICADOS: Será emitido certificado aos participantes que obtiverem 75% de presença na jornada. 3 - INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES Secretaria Municipal do Esporte e Lazer. Rua Vinte de Setembro, 2721. Bairro São Pelegrino – Caxias do Sul – RS. Contato: 54. 3951- 1265. Jorge – jrsalomao@caxias.rs.gov.br . Neci – ngasperin@caxias.rs.gov.br . 4 – TRANSPORTE Haverá ônibus aos inscritos com saída às 8h em frente a escola Presidente Vargas (Rua Visconde de Pelotas, 556), e retorno no fim das atividades. Aos PCD’s será disponibilizado deslocamento motorizado dentro do Centro Esportivo SESI.
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Programação do II SENAAC
II SENAAC
2 Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais
Programação do evento
16, 17 e 18 de maio
Dia 16/05
Manhã – 9h às 12h
Cultura e Direitos Humanos
Convidados:
Ana Adams – Produtora da Mostra de Direitos Humanos – POA e Carla Mauch – ONG Mais Diferenças
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Tarde – 13h30 às 15h30
Cinema Inclusão
Convidados:
Carla Mauch e Luis Henrique Mauch – ONG Mais Diferenças
Local: Sala Redenção – Cinema Universitário
Tarde – 16h às 18h
Kit Pedagógico Acessível – Museu UFRGS
Parceiros: Museu UFRGS e Programa Incluir – UFRGS
Documentário Olhares
Parceiros: Mariana Baierle e Felipe Mianes
Fundação Iberê Camargo
Parceiros: Mil Palavras e Laura Dalla Zen (Fundação Iberê Camargo)
Dia 17/05
Manhã – 9h às 12h
Produção Cultural e Acessibilidade
Convidados: Clarice Chwartzmann e Amanda Tojal – Coordenadora do “Programa Educativo para Públicos Especiais” da Pinacoteca de SP
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Tarde – 13h30 às 15h30
Aspectos gerais sobre a Elaboração de Projetos Culturais
Convidados: Wagner Ferraz
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Tarde – 16h às 18h
Introdução a Elaboração de Projetos Culturais
Convidados: Liege Adamsk
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Noite – 19h
Sugestão de Atividade Cultural: Visitação a Fundação Iberê Camargo para conferência dos resultados da oficina de AD do dia anterior.
Dia 18/05
Manhã – 9h às 12h
Cultura Surda e Inclusão
Convidados: Prof. Cacau Mourão Profa. Adriana Thoma
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Tarde – 13h30 às 15h30
Experiências Culturais Inclusivas numa Perspectiva Bilíngue
Convidados: Rimar Romano – MD: Cultura Surda e Inclusão e Prof. Camilo Darsie de Souza
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Tarde – 16h às 18h
Políticas Culturais Inclusivas: Avanços e Desafios
Convidada: Mara Gabrilli – Deputada Federal-SP
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
18h – Encerramento
Convidao: Vitor Ortiz – Secretário Executivo do Ministério da Cultura
Local: Auditório Faculdade de Arquitetura
Baixe a Programação em PDF programação SENAAC
http://acessibilidadecultural.wordpress.com/
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Informe C3
Edição 12 – mar/abr de 2012
ISSN 2177-6954
Visualização e download: www.processoc3.com
Vai procurar tua turma!
Edição de ontem
Relações/Parcerias/Afetividade/Diálogo
Quantos “eus” habitam em mim? Quantos “eus” me constituem? Quanto minhas relações me constituem enquanto sujeito no(s) mundo(s) que reconheço como meu(s) território(s) de pertencimento? Até que ponto minhas relações me localizam na(s) dimensões e espaços onde (sobre) vivo? Através do diálogo podem-se iniciar parcerias ou podem-se findar relações. Um diálogo é sufocado quando uma única fala prevalece transformando esse diálogo em um monólogo. A afetividade sobrevive ao silêncio? Será que essa pergunta faz sentido? Talvez a falta de diálogo para elaborar em um parágrafo essa ideia faça com que Eu me dê conta de que Eu preciso do outro para tentar perceber os sentidos da existência e do fim dela. Eu, tu… Talvez nós com eles! Onde está o outro? Que grupo é esse? Onde está minha turma?
Índice
- Apresentação – pág. 13
Apresentando: Não me reconheço mais nessa carne que me tortura
Wagner Ferraz
- Vértebra 01 – pág. – 18
Uma questão de ética: Qual é a sua turma?
Luciane Coccaro
- Vértebra 02 – pág. – 22
Memória e identidade: (re)criando pertencimentos
André Masseno
- Vértebra 03 – pág. – 28
(Re)conhecendo “Tridente”
Anderson Souza
- Vértebra 04 – pág. – 34
Entrevista com Marcelo Gabriel
T. Angel
- Vértebra 05 – pág. – 40
Poema da Saudade
Marta Peres
- Livro – pág. – 44
A apreciação do que revoluciona: o fenômeno fast-fashion
Maria Elizabete A. F. Leopoldo
- Espaço Livre 01 – pág. 48
Van Gogh e as cadeiras
Juliana Schmitt
- Espaço livre 02 – pág. 52
Filosofia da Moda - O dualismo da alma humana entre o impluso individualizador e socializador
Ana Carolina Acom
- Espaço livre 03 – pág. 54
LObscuritè
Andre Raittz
- Espaço “livre 04” – pág. 62
garota do verão
priscilla davanzo
- Espaço “livre 05” – pág. 64
Vidas Perdidas
Cyntia Mayumi, Laura Silva, Mariane Rosa, Pâmela P. Parra, Silvana Santana, Telma Forte
- Espaço “livre 06” – pág. 68
Espetáculo de dança busca novas formas de abordagem para os relacionamentos homoeróticos
Associação Desvio e Coletivo de Artistas Intermitente Abismo de Sonhos
Espaço “livre 07” – pág. 72
A morte oferece carona
Bruna Cristina da Silva e Lilyan Fernanda Amadori
- Espaço “livre 08” – pág. 76
Androginia na Moda
Fotos: Fernando Machado
- Artigo – pág. 84
Notação Musical e Coreográfica: Um paralelo entre as artes na formação formal/informal e no processo de memória cultural
Liah Trindade
- Entrevista 01 – pág. 92
Entrevista com Flávia Amon
Por Lisiane Amon
- Encerramento – pág. 96
Ao quê Pertenço?!
Liah Trindade
- Ensaio Fotográfico – pág. 98
Essa fotos já fizeram aniversário
Anderson de Souza
*****************
EXPEDIENTE
Direção Geral e Coordenação Editorial:
Wagner Ferraz
Editores:
Wagner Ferraz e Camila Darsie
Pesquisa e Organização:
Processo C3 - Coletivo de várias coisas
Equipe Editorial:
Camila Torres, Matheus Dreher e Nathália Margarites
Projeto Gráfico e Direção de Arte:
Anderson de Souza e Wagner Ferraz
Edição de Arte e diagramação:
Camila Torres, Matheus Dreher, Nathália Margarites e Wagner Ferraz
Arte da Capa:
Anderson de Souza
Colaboradores/colunistas:
T. Angel - Frrrk Guys - São Paulo/Brasil- www.frrrkguys.com;
Luciane Moreau Coccaro - Porto Alegre/Rio de Janeiro;
Marta Peres - Rio de Janeiro/Brasil;
Anderson de Souza - Porto Alegre/RS/Brasil
André Masseno - Rio de Janeiro/RJ/Brasil
INDEPIn Editora
Editora Associada
Porto Alegre/RS
Contatos:
Wagner Ferraz
wagnerferrazc3@yahoo.com.br
www.processoc3.com
http://processoc3.tumblr.com/
http://processoc3.posterous.com
http://www.twitter.com/processoc3
Informe C3 - Periódico Eletrônico
Processo C3 - Coletivo de várias coisas
Porto Alegre/RS
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Curso de Extensão à distância gratuito
ATELIER, ARTE E EDUCAÇÃO:
Espaços de fuga da deficiência na deficiência em
Arthur Bispo do Rosário e Manoel de Barros
Período: 09/04/2012 até 11/06/2012
Duração: 10 semanas de curso
Carga Horária: 30 h
Local: Faculdade de Educação / Plataforma Moodle
Inscrição:
Data: 09/03/2012 até 02/04/2012
Envie uma mensagem solicitando sua inscrição neste curso: atelier.eduarte@gmail.com
Público alvo:
Estudantes de Licenciatura, Professores das Redes de ensino público e privado, Artistas e interessados na temática.
Obs.: As atividades se darão a distância, semanalmente, com propostas previamente postadas no ambiente virtual moodle e informadas aos participantes. O link para acesso da plataforma será enviado, por e-mail, posteriormente para os inscritos.
Sobre o curso:
Pretende-se explorar um espaço de leitura, estudo e experimentação acerca da marca da deficência num cruzamento de relatos em rizoma, que entrecruza a Arte e a Educação e potencializa espaços de fuga.
Esta proposta de ação de extensão quer propor (re) pensar alguns rótulos, algumas marcas, alguns lugares escolhidos previamente e destinados ao outro, ao estranho, àquele que tem um déficit, àquele que apresenta deficiência. No caso específico deste esboço, o outro que carrega a marca do déficit de aprendizagem. Esse outro é um sujeito que não está “preso” a tal marca determinadora do seu “nível intelectual”. A Arte é potencial para produzir espaços de fuga e devires outros de alunos que estão incluídos no ensino comum. Bispo do Rosário foi um louco-artista. Manoel de Barros sofre de uma doença incurável é poeta-vagabundo. E as relações entre imagens e textos não são discursos que se colocam uns sobre os outros, são interconexões que falam de “conversas com”, de conversações, de arte e texto, de maneira que são encontros constitutivos mais do que prescritivos. Pode-se perceber o inefável, o que se considera difícil de expor em palavras, que escapa aos olhos.
Coordenadores:
Profª Ms Daniele Noal - FACED/UFRGS
Profº Esp. Wagner Ferraz - INDEPIn / convidado
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Frases da Nani postadas no Facebook.
…
“Usar livros, fones de ouvido e celular como campo de força contra puxadores de papo. É bom sempre ter em mãos também uma motosserra.”
…
“Não dê sua opinião, dê danoninho na minha boca.”
…
“Gosto mais de ar condicionado que de pessoas.”
…
“Curiosidade: ao contrário da crença popular, pernilongos não são insetos. Eles são seres vindos diretamente do inferno a serviço do próprio Satanás.”
…
“Nada contra você, tudo contra o que você compartilha.”
…
“Vem pro meu mundo!”
…
“Que linda você esta nessa foto diante do espelho, onde a câmera e o flash tapam o seu rosto.”
…
“Não é homicídio interromper a vida de quem interrompe meu sono.”
…
“Não importa o quão você é legal, quantos livros leu, quantos filmes viu, você sempre será trocada por alguém que posta foto seminua na frente do espelho.”
…
“As bezerras também pensam na morte das pessoas?”
…
“Gente, tô organizando uma excursão para quarta feira de cinzas. Levar todo mundo na clínica para fazer exames das DST’s. Mais informações entrar em contato comigo.”
…
“Encontrar gente que não trai hoje em dia, é mais raro que encontrar gente que usa desodorante em transporte coletivo.”
…
“Pessoas que estão na praia, fiquem aí, a cidade esta maravilhosa sem vocês.”
…
“Quando morrer quero uma apresentação em PowerPoint acima do caixão a mostrar os meus tweets, meus prints constrangedores e frases marcantes.”
…
“A conversa ta maravilhosa, dai a pessoa solta um “seje” ou um “menas”, e volta 5 casas.”
…
“SMS de operadora só serve pra diminuir nossa autoestima.”
…
“Pequenas coisas me conquistam, tal como o uso correto da gramática.”
…
“…MINHA BUNDA: como eu vejo, como ela me vê, como os outros a vêem, como minha mãe a vê, como vou te mandar pra putaqueopaiu…”
…
“600 amigos no face e não tem 1 pra matar um rato aqui.”
…
“Ta proibido ser feliz no domingo.”
…
“Se nao senta gente feia do seu lado no ônibus, o feio é você.”
…
“Não gosto, não curto, e NÃO RESPEITO QUEM GOSTA DE RODEIOS.”
…
“Vai la ter 500 amigos no Facebook, e nenhuma companhia pra sexta de noite.”
…
“A melhor maneira de sair de uma situação constrangedora é fazendo Moonwalk.”
…
“Pra que relacionamento, quando se tem sorvete no congelador?”
…
“Não é que eu não queira te ver, é que ta muito quente pra sair de casa.”
…
“Fiquei triste que o Wando morreu tambem, mas passar um dia sem calcinha por ele, não muito obrigado.”
…
“Você já parou pra pensar que uma foto sua pode estar no desktop de alguém dessa rede mundial de computadores?”
…
“‘A mulher brasileira é mais bonita do mundo’ com certeza a pessoa que disse essa frase nunca pegou um ônibus lotado no Brasil.”
…
“Não me leve a mal, me leve apenas pra comer no Pizza Hut.”
…
“Bem aventurados são aqueles que conseguem administrar a pipoca ao longo do filme, para que ela não termine nos 5 primeiros minutos.”
…
“Dai a pessoa quer ser levada a sério, mas é feliz em pleno domingo de calor.”
…
“Shampoo 72 horas, desodorante 48 horas… As pessoas não tomam banho?”
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Não me reconheço mais nessa carne que me tortura
Uma sensação estranha me faz perceber que um órgão do meu corpo não está bem. É uma sensação de dor que em pouco tempo parte do meu rim esquerdo e se espalha pelo meu corpo fazendo com que eu já não saiba mais quais são “as partes do meu todo”. Uma dor tão desesperadora que me faz pensar que morrer seria a melhor saída. Uma dor que dispara minha escrita e vou anotando tópicos para escrever esse relato, dor e palavras rabiscadas para não esquecer o que se passou no meu pensamento.
Não sei mais o que é rim, bexiga, ureter, uretra, intestinos, estômago… a dor desce pelo mesmo lado do rim onde ela iniciou e escorre pela minha perna, já não sei mais se tenho 1 ou duas pernas. Será que são 3 ou 4?
O corpo é dor! As náuseas me fazem confundir estômago com garganta, esôfago com língua, cabeça com os pés. Parece que a qualquer momento algo vai jorrar ou saltar de dentro de mim, só não sei se será vômito ou merda. Os dois se confundem com a vontade mijar, pois já não dá mais pra pensar em fazer xixi ou urinar, preciso mijar e tentar alcançar o alívio.
Bebo um litro e meio de água de uma só vez, a água se mistura com essa dor e se torna algo com um gosto amargo. Sinto o estômago cheio de água refletindo no meu assoalho pélvico como se uma lança atravessasse meu corpo de baixo para cima.
Não consigo realizar tudo o que desejo, não consigo dar conta das minhas atividades do dia-a-dia. Mas ao mesmo tempo tento me ocupar para fugir dessa dor. Tentativa em vão, pois não sou eu quem decide isso é ela mesma (a dor). É quase um “alien”.
Como perceber outras sensações em meio a essa dor? Eu sou a dor? Talvez eu esteja atuando como dor.
Eu/corpo tomado por uma dor que me coloca no constante exercício de estranhamento por mim mesmo. Não me reconheço mais nessa carne que me tortura.
Sinto-me gestando algo que tenho que me livrar. Efeito de agenciamentos que se deram, muito, pelas escolhas de algumas coisas que me alimento, coisas essas que me mantém vivo e depois de um tempo produzem a dor.
Essa sensação que me ocupa é só minha. Meu desejo é dizer: UFA!!!! E assim, ser ocupado pela sensação de alívio.
Preciso sentir-me esvaindo, mas me sinto, cada vez mais, em preenchimento de um modo que parece que perco o meu espaço dentro de mim mesmo. Ao mesmo tempo sinto que eu sou isso que me tortura, eu produzo, invento, crio a carne que me constitui e indica meus limites.
Sinto-me em uma batalha do eu/corpo contra o eu/corpo também. É como se não tivesse saída. Fico confuso, pois eu não sou eu, mas eu sou eu. Eu sou a carne que não sei explicar. Mas sei que sinto. Sinto muita dor! E sinto muito por não sentir o que reconheço como sensação de alivio.
Às vezes parece que essa dor não é minha, é como se fosse um hóspede indesejado que a gente vai aprendendo a se relacionar para não ter maiores problemas. Buscando assim descobrir posições que fazem esquecer um pouco a dor.
E quando menos espero o hospede resolver sair, me rasgando por dentro, arranhando a carne e saltando por minha uretra… Dando, assim, um fim a essa etapa. Dei a luz a uma pequena pedrinha de 3mm. Agora tenho que pensar o que fazer com os outros 3 hospedes que me habitam e se preparam para me confundir e me transformar em dor.
Wagner Ferraz
Dezembro de 2011
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Missão Possível -
melhor curta Festival do Minuto 2010
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